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Mensagem
do Mês |
Desprendimento |
Quando,
nesta época, nos debruçamos sobre o Presépio,
damo-nos conta de que não houve facilidades para
o nascimento de Cristo: nasceu em meio a grande pobreza
e em circunstâncias difíceis. E essa condição
de pobreza acompanhou toda a sua vida. Não me refiro
a uma pobreza externa extrema, mas
a uma condição econômica que não
permitia uma vida desafogada. Ora, se temos em conta que
Deus se fez homem para nos indicar o caminho da felicidade
e para a felicidade, deduzimos que o desprendimento dos
bens terrenos faz parte desse ensinamento. Pode-se ter,
mas não apegar-se.
Como confirmação destas palavras, posso
contar o que ouvi de uma pessoa que, depois de perder
o emprego - em que ganhava bem - por ter de atender a
esposa que estava doente, arranjou outro com muito bom
ambiente de trabalho, mas em que ganhava bem menos. Entretanto,
a antiga firma fez-lhe uma proposta de lhe pagar o dobro.
Respondeu que não aceitava “porque emprego
sempre se arranja, mas família há só
uma”.
E acrescentava que agora, que trabalhava perto da sua
casa, podia educar melhor os seus quatro filhos e se sentia
muito mais feliz por poder dar também mais atenção
à sua vida religiosa.
Nesta época de Natal pode-nos ser muito útil
meditar neste caso, que nos leva a pensar em como o desprendimento
dos bens materiais pode ajudar-nos a ser mais feliz.
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Pe.
Teixeira
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Mensagem
de Outubro 2011 |
Mensagem
de Setembro 2011 |
Mensagem
de Agosto 2011 |
D.
Álvaro e a mansidão
De
vê-lo já nos sentíamos na presença
de um homem de Deus: que sorriso permanente de simpatia e
humildade, ao mesmo tempo!
Não lhe conheci inimigos, sendo como era, um homem
que, pelas posições que ocupava, os teria normalmente;
posições de governo, no Opus Dei, que lhe exigiam
falar claro sobre o que era certo e o que era errado. Mas
tudo isso o fazia sem nenhuma atitude pessoal de ira, antipatia,
prepotência. A pessoa que era corrigida lhe agradecia.
Era uma manifestação constante de preocupação
pelos outros, sem tempo para si próprio, e cumprindo
todas as obrigações de tipo familiar, social
e de governo.
Com a idade, ia tendo dificuldade de locomover-se, mas isso
nunca foi desculpa para chegar mais tarde a qualquer reunião
marcada.
O que conto é apenas um pequeno “flash”
do homem e do santo que ele foi. A sua causa de beatificação
está em andamento.
Quem o educou para ser este homem, ao mesmo tempo tão
carinhoso e tão forte? Eu me atrevo a dizer que foi
sua mãe. Quem foi ela?
Nossa Senhora, a quem tinha imensa devoção.
Dela, através do Fundador, que lhe ensinou a amar Maria,
a Mãe de Jesus, aprendeu a meditar nos seus exemplos
de vida totalmente dedicada a Deus.
Pe.
Teixeira
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Um
matrimônio exemplar.
Nos nossos dias, a família passa por transformações
profundas que lhe alteram a configuração que
estávamos habituados a contemplar. Mas, através
de todas as modificações acidentais, a comunidade
familiar e, com ela, a sociedade, nascida do matrimônio
mantém todo o seu valor.
Mas, se queremos apreender o amor, união e paz que
está presente no matrimônio bem vivido, precisamos
ter exemplos que nos ajudem a sermos capazes de superar as
dificuldades e provas que se apresentem. Temos esses exemplos
na vida da Sagrada Família. O casamento de Maria e
José serve de modelo para o matrimônio.
Isto quer dizer que tudo foi fácil e decorreu ao gosto
dos dois? De forma alguma. Vejamos. A concepção
virginal de Jesus trouxe muito sofrimento a José que
não podia entender o que estava acontecendo com Maria.
O mesmo se diga de Maria que nada podia explicar. Tudo se
resolveu pela ação de Deus. Depois os sofrimentos
do nascimento na pobreza do Presépio, em Belém.
E a fuga para o Egito. À volta a Nazaré. A presumível
morte de José, etc. Como então se explica que
foi um matrimônio exemplar com tantas vicissitudes familiares?
A resposta é que todos na Sagrada Família viviam
para fazer a Vontade de Deus, o que envolvia o esquecimento
próprio. E esse é o segredo da felicidade.
Pe.
Teixeira
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A
Santidade nas Coisas Pequenas
Conheci um homem que mais tarde foi canonizado.
Chamava-se Josémaria Escrivá de Balaguer.
Ensinou em toda a sua vida que a perfeição cristã
está ao alcance de todos.
Não se tem que fazer nada extraordinário. Trata-se
de viver as obrigações próprias de cada
um com perfeição, numa atitude de oferenda a
Deus.
Um detalhe me ficou gravado que manifesta a sua delicadeza
e exigência consigo mesmo.
Morávamos todos na mesma casa. Na época eu fumava.
Ao buscar uma revista numa sala, deixei cair, sem notar, a
ponta acesa do cigarro no acento de um sofá de veludo.
Voltando à sala para devolver a revista encontrei uma
fumarada e descobri que a causa era o acento do sofá
em combustão.
Apaguei o início de incêndio com umas jarras
de água.
O estrago foi grande!
À noite, depois do jantar, nos reunimos todos e ele
não me disse nada sobre o acontecido.
É um pormenor sem importância, mas significa,
numa pessoa de temperamento forte e de exigência consigo
próprio nas coisas do dia a dia, um grande esforço
para não me chamar atenção em público.
É um pormenor que nos mostra o que é a perfeição
da caridade cristã levada aos detalhes da vida diária.
Nossa Senhora vivia essas delicadezas em grau heróico
na sua pequena casa de Nazaré e nos seus relacionamentos.
Basta lembrar como deixou tudo, rapidamente, para se por a
caminho da casa de Isabel, sua prima, ao saber que ela estava
grávida em uma idade avançada.
Foi uma viagem difícil e cansativa, como eram todas
as viagens daquele tempo.
Como São Josémaria, podemos aprender com Ela
a viver a perfeição cristã nas coisas
pequenas do dia a dia.
Pe.
Teixeira
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Mensagem
de Julho 2011 |
Mensagem
de Junho 2011 |
Mensagem
de Maio 2011 |
Lição
de Coragem
Por vezes, nos encontramos com pessoas que, com o seu modo de
encarar os acontecimentos e situações que a vida
lhes proporciona, acabam dando-nos uma lição de
coragem, de otimismo e de fé.
Estou recordando neste momento o que me contaram daquele homem
que, com a saída do pai de casa, se viu trabalhando para
manter a família unida por ser o mais velho de cinco
irmãos. Tinha na época dez anos. A mãe,
naquela sua situação, tinha decidido pôr
os filhos em orfanatos. Ele falou que não iria. Que preferia
trabalhar e manter a família unida: todos juntos até
ao fim. Levantava-se às 4h para ir trabalhar e depois
ir à escola. Ajudou todos os irmãos a situar-se
na vida.
Casou já tarde. Com esforço e sacrifício
construiu a casa. Alguém lhe fez notar que devia pôr
o reboco por fora. E ele respondeu que já estava muito
bem assim: amava aquela casa mesmo sem reboco: já podia
dormir tranqüilo, sem dívidas e tendo onde morar.
Continua vivendo enfrentando dificuldades, mas alegre, educando
bem os filhos, mais com o exemplo que com palavras. Vive da
fé e do seu trabalho.
Esta história fez-me pensar na vida exemplar de Maria,
José e o Menino Jesus.Tudo simples, enfrentando os problemas
com coragem e otimismo ancorados numa visão de fé
e de confiança no seu Pai Deus. Sem queixas e pena de
si. Com coragem e valentia humanas.
A meditação da vida de Cristo, Deus perfeito e
Homem perfeito, levam-nos a encarar a novela da nossa vida com
olhos de ver a beleza que se esconde atrás dos pequenos
- grandes fatos do dia a dia.
Pe.
Teixeira |
Riqueza
de uma Vida Normal
Há muitas formas de caminhar pela vida: com um olhar
atento e generoso para com as pessoas que se cruzam conosco;
ou, pelo contrario com uma atitude de distanciamento e de
crítica para os que estão fora do nosso círculo.
Mas, se pararmos para pensar, podemos ver como há vidas
que nos enriquecem pelos valores que comportam. Muitas delas
são tão simples e naturais que passam despercebidas
aos olhos de quase toda a gente.
Mas, com olhos de ver, podemos apreciar como brilham pela
sua generosidade, sua alegria comunicativa, reflexo de uma
vida interior profunda e rica que se apóia em valores
espirituais e humanos de altura.
Viver assim não dá nas vistas, como não
o deu no seu tempo a vida simples e aparentemente monótona
de Maria e José.
E sabemos como foi profunda a ação destas vidas
na humanidade.
Pe.
Teixeira
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Maria
e o sofrimento
Este ano vai com certeza trazer muitas alegrias para a
nossa vida. E também, provavelmente, algumas situações
difíceis:umas nos encontrarão preparados para
as enfrentar e outras não. Isso é natural e
faz parte do nosso crescimento em maturidade. Mas será
possível manter a paz interior e a alegria quando os
acontecimentos, as situações em que nos encontramos
- por vezes bem contrários aos nossos desejos - exigem
de nós uma superação, uma adaptação
interior difícil a essas novas circunstâncias?
E estou recordando o caso de uma senhora casada, marido amigo,
mãe de vários filhos. De repente, sem prévio
aviso, tudo se precipitou e houve um verdadeiro terremoto
na sua vida: morte do marido e dos filhos numa seqüência
vertiginosa. Ficou pobre e sozinha. Decidiu trabalhar como
diarista, apoiada na confiança em Deus, que sempre
quer o melhor para nós, mesmo quando não entendemos
aquilo que nos pede. Assim procedeu Maria em toda a sua vida,
e, especialmente, na paixão e morte do Senhor, que
terminou na alegria da ressurreição.
Pe.
Teixeira
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